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Blog do Veriano
 


Terror e Misticismo

 

 

 

 

            No 5º ano do atentado que destruíu as torres do World Trade Center em NY, dois filmes foram lançados para cinema: “As Torres Gêmeas”(World Trade Center) e “Vôo United 93”(United 93). No ano passado surgiu um outro para a televisão: “Vôo 93”(Flight 93). Os 3 chegam à Belém. O primeiro, dirigido por Oliver Stone, é o mais caro e segue os padrões de Hollywood. Centra-se em dois policiais portuários que ficam soterrados quando tentam ajudar sobreviventes no desabamento de um dos prédios. O roteiro reporta este fato e, em paralelo, mostra o comportamento de suas famílias e a resolução de um “mariner”, dentro de uma igreja, que se acha portador de uma missão divina, dirigindo-se aos escombros. Não sei se o sujeito existiu mesmo, pois nos créditos diz-se que tudo é real, que a história é exibida como foi contada pelos rapazes que permaneceram por um dia enterrados e conseguiram sobreviver.

            A parte que trata dos acidentados convence. Nicolas Cage deixa o estrelismo pela imagem do sofrido tenente John McLoughlin, presença forte ao animar o colega Will Jimenez, interpretado por Michael Peña, para que permaneça acordado, suportando dores, até que sejam, os dois, descobertos pelos que vasculham os destroços.

            O lado “familiar” do filme abre espaço para o gancho sentimental indispensável à venda do produto. É o caso do filho adolescente de John que desobedecendo a mãe quer ir ao local dos acontecimentos socorrer o pai. Mas o pior é mesmo o ex-combatente no Vietnam que se veste de salvador. Não sei até que ponto a gota mística entra na poção. Mas o diretor Oliver Stone pinga outra: Jimenez chega a ver Jesus levando-lhe água para minorar-lhe a sede. Recursos que fazem o filme mais angustiante para alguns (como os norte-americanos, que não prestigiaram o lançamento) e lacrimoso para outros (nós, de longe).

            De qualquer forma é o melhor de Stone em muitos anos. A mim lembrou “A Montanha dos Sete Abutres”, um filme de Billy Wilder que muitos injustamente subestimam.(Pedro Veriano)



Categoria: Filmes
Escrito por Pedro Veriano às 14h43
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Sem Direito a Replay

 

 

 

 

            Em “Efeito Borboleta”(Butterflye Effect/2004) Evan (Asthon Kutcher) ganha um meio de visitar o passado e criar realidades paralelas através de um gene herdado do pai, pretensamente um estudioso da memória. O roteiro dos diretores Eric Bress e J.Mackey Gruber era curioso. Das variáveis criadas na ida e vinda no tempo o rapaz acabava por “consertar”o seu modo de vida. E o filme fez sucesso a ponto de uma seqüência. Este “Efeito Borboleta 2” é como se a mesma borboleta batesse as mesmas asas. Michael D.Weiss escreve que um jovem publicitário sente-se responsável pelo acidente de carro que matou a sua namorada e dois amigos e, por isso, ele que escapou de morrer também, passa a ter ataques epilépticos. Nesses ataques volta no tempo e refaz a história, evitando o desastre, Mas não é só este desastre em sua vida. Também nos negócios, também no amor. Chega a um ponto que a saída é fugir de todas as realidades criadas. E para isso, só a morte.

            Alai Resnais, cineasta apaixonado pela memória, trabalhou de modo explicito essas reviravoltas temporais com o intrigante “Eu Te Amo, Eu Te Amo”(Je t’aime, je t’aime/1968). Mas a viagem aquém do relógio se fazia dentro de uma ampola cheia d’água, parecida com a que abrigou Samantha Morton em “Minority Report” ( 2002.) Aqui, com a direção de John R. Leonetti, as visitas e mudanças são processadas no plano livre, afrontando o paradoxo temporal teórico e concluindo que se um arrependido resolve morrer antes de fazer o que se irá arrepender este arrependimento não vai acontecer simplesmente porque o mal foi cortado pela raiz. Raciocinando desse jeito, o filme não existe porque o principal personagem bateu as botas antes da ação começar. E, de fato, “Efeito Borboleta 2” não existe. Nos EUA foi diretamente levado ao DVD. Só por aqui ganhou a benesse da tela grande. Não é bem uma viagem no tempo: é perda de tempo.



Categoria: Filmes
Escrito por Pedro Veriano às 14h51
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Tirem o Cigarro de Bogart

 

 

 

 

            “Obrigado Por Fumar”(Than you for Smoking) trata de lobistas. Focaliza numa mesa de bar três deles: um que propaga armas de fogo (Buddy/ David Koechner), um que ajuda a vender cigarros (David/ Aaron Eckhart) e uma que ajuda a vender bebida alcoólica (Polly/Maria Bell). É o “trio da morte” segundo David, a quem o roteiro (do diretor Jacon Reitman) se interessa com base em um livro de Christopher Buckley.

            Começa com David em um programa de televisão tendo ao lado um menino canceroso. Ele defende a tese de que cigarro não vicia. Os organizadores do programa não aceitam essa afirmação. Muito menos um senador republicano (William H. Macy), tão antitabagista que chega a mandar seqüestrar David e colocar-lhe emplastros de nicotina para que apareça morto por ser fumante. Mas o lobista deixara de fumar, e o pouco que retinha de nicotina no organismo vacinou-o desse mal.

            Há dois enfoques: um criticando o lobismo de um modo geral, com evidencia no que faz mal ao ser humano, outro a questão resumida na velha frase “façam o que eu digo mas não façam o que eu faço”, mostrando o relacionamento do personagem principal com o seu filho Jason (Cameron Bight) de 12 anos.

            Alguém pode achar o enfoque moralista. Não é. Se assim achar, “O Informante” de Michael Mann também é. Cigarro inegavelmente faz mal. No filme, um magnata da industria do tabaco quer que Hollywood suprima os cigarros acesos pelos artistas em filmes clássicos do passado. Cita Humphrey Bogart chamando Lauren  Bacall em “Aventura na Martinica”. Bogart se sabe, morreu de câncer na laringe de tanto fumar.

Mas o tom do roteiro não é de sermão. Sempre irônico, acaba por glosar exageros, como a história de que o uso de telefone celular também dá em câncer. E o faz numa linguagem agradável, bem ritmada, com atores velhos e novos bem modulados. Aaron Eckhart, por exemplo, tem a melhor chance até agora. E dá o recado.

            Produção independente distribuída pela Fox Searchlight, subsidiária da 20th Century Fox dedicada a “filme de arte”. Exemplar milagrosamente chegado a um moviecom de Belém.



Categoria: Filmes
Escrito por Pedro Veriano às 14h15
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Crianças

 

 

 

 

            O titulo do filme está errado: devia ser “As Crianças”(Lês Enfants) e não “A Criança”(L’Enfant). Simples: pai (Bruno/Jérémi Renier) e mãe (Sonia/Débora François) de Jimmy,nascido há menos de um mês, comportam-se como criancinhas que um dia se deparam com um brinquedo de carne e osso, inoportuno para ele, pai, divertimento maior para ela, mãe.

            O drama do filme de Luc e Jean-Pierre Dardenne começa quando Bruno, nunca empregado e vivendo de pequenos furtos, resolve vender o filho sem a mãe saber. A resposta dela é desmaiar e, em seguida, desprezá-lo. Não recebe mais o amante no pequeno apartamento de propriedade dela (que ele chegou a alugar quando ela estava na maternidade) nem responde às suas falas. O rapaz (20 anos) tem mãe, e esta é mostrada em um plano quando ele já está às voltas com a policia (denunciado por Sonia) e vai pedir que ela, se interrogada, diga aos policiais que ficou com o bebê por certas horas. Mas ao ser atirado “no olho da rua” Bruno não procura a casa materna. Fica circulando e planejando roubos. Um desses quase o mata, junto com um comparsa. Este, por sinal, leva a pior e é preso. Desesperado com tantos infortúnios, e já desfazendo a venda do pequeno Jimmy (nome do filho), resolve se entregar. O fim deixa-o em plano médio chorando com Sonia, que resolve vista-lo e perdoá-lo.

            O realismo do filme não sucumbe a estereotipia dos “policiais” em que heróis-bandido acabam pagando com a vida seus desvios sociais. É o relato quase documental de “tricheurs” (trapaceiros) bem humanos. O espectador sente o drama de Bruno, tem raiva dele quando negocia o pequeno Jimmy, mas o perdoa antes da amante. Aliás o filme evoca a premissa de que o caminho do perdão é apoteose dos pequenos dramas. São castigos menores para crimes menores. Como menores são os próprios criminosos. Um primor de coerência em momento de cinema maiúsculo.

            Deu Palma de Ouro em Cannes (2005). Contestada por alguns, mas afiançada por corações e mentes mundo afora.

           

 

           



Categoria: Filmes
Escrito por Pedro Veriano às 09h37
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