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Blog do Veriano
 


Transamérica

 

 

 

 

            Bee não nasceu com este nome. Nasceu homem. Mas desde cedo se sentiu mulher. Mesmo usando o sexo como homem quando na universidade, a  ponto de deixar um filho numa colega de classe. Anos mais tarde ele, assumidamente ela, prepara-se para uma cirurgia de ablação do pênis. Vai ganhar uma falsa vulva e até mesmo uma pequena vagina. Os hormônios que toma diariamente fazem o resto. Mas nessa hora Bee sabe que o filho, já com 17 anos, está preso por uso de drogas. E o pior: a mãe morreu (suicidou-se). Começa a trama de “Transamérica”, o filme de Duncan Tucker. A nova mulher bota-se na estrada com o adolescente que não sabe que se trata de seu pai, e segue para a casa da família no interior sulista (antro do tradicionalismo americano). O rapaz não quer ir, e Bee não vê com alegria um reencontro com pai e mãe. Mas a vida continua e não se diz que tudo se ajeita no melhor dos mundos. O roteiro é duro, e fecha sem explicar como ficarão as personagens em futuro um pouco além da metragem rodada.

            Vale a pena, mais do que o desenvolvimento do drama em linguagem cinematográfica simples, observar Felicity Huffman em suas nuanças de transexual. A atriz faz televisão e não se julga o seu talento pelo seriado “Desperate Housewives”. Ela e Philip Seymour Hoffman deixaram no ano excelentes desempenhos. Ele por “Capote”, exibindo trejeitos próprios do homossexual retratado. Creio que eleger esses artistas agora em dezembro é até uma obrigação dos cinéfilos locais,. E da nossa crítica. O grande problema é que “Transamérica”, o filme, foi muito mal lançado nos cinemas e por isso pouca gente viu.. Resta o DVD. E está respeitoso, editado em “widescreen”.

            Procurem ver.



Categoria: Filmes
Escrito por Pedro Veriano às 15h12
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ESPIONAGEM EM DUPLO

 

 

 

 

            Nos EUA dos anos 40, um mafioso conhecido, mas sem rabo de palha para ganhar cadeia, botou um pupilo que ele criou desde menino para dentro do departamento policial que investigava o crime organizado. Os “tiras”, por seu turno, tiraram um funcionário violento da corporação para o mundo do crime, objetivando a cabeça, ou o rabo, do gangster majoritário.

            “Os Infiltrados”(The Depart/EUA,2006) é isso: espiões em lugares opostos tentando descobrir os feitos desses lados sem que se conheçam ou suspeitem dos planos de seus patrões. A lenta investigação e a dramática descoberta consome em meio caminho litros de ketchup, muito barulho de estampidos e a ironia que se não estiver estampada nas caras, especialmente dos bandidos, não vale um níquel do gênero.

            Martin Scorsese é um cineasta apaixonado por cinema. É um pesquisador, um diretor, mas acima de tudo um fã. Desde criança vê “fita” de Hollywood. Adora filmes de gangster. E o seu cinema é mais expressivo quando se volta para o terreno pisado por James Cagney, Humphrey Bogart, John Garfield, e, na direção, Raoul Walsh, Michael Curtis, Henry Hathaway ou Anatole Litvak (se esqueci algum não é sinal de Alzheimmer, é que a patota é numerosa).

            Esse tipo de filme trabalha no vazio. Pouco se escreve como um quadro social em um tempo. “Heróis Esquecidos”(The Roaring Twenties) é um ilustre exemplar desse pequeno grupo. O normal é sangueira. E tanto “Bons Companheiros” como este “Infiltrados” é isso: sangue em cascata. Não há nem mesmo perfis históricos, como acenos biográficos de Al Capone ou Dillinger alertando-se, como no “Scarface” de Howard Hawks, que essa gente fez história por conta de um quadro social caótico (a depressão americana deu esses monstros como a hiperinflação alemã gerou Hitler).

            O filme de Scorsese é longo e artesanalmente caprichado. Ninguém se impacienta na platéia. Mas guardar qualquer coisa na cuca é difícil. Simplifica-se um comentário isento como um exercício de estilo. E uma boa direção de atores. That’s all.



Categoria: Filmes
Escrito por Pedro Veriano às 11h06
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ZONA FRANCA

 

 

           

 

 

            Há uma faixa de terra no caminho da Jordânia onde israelenses e palestinos, os primeiros monitorados pelos norte-americanos, abrem espaço para o nada. É a “free zone”, ou zona livre, ou “terra de ninguém” de que trata o filme “Free Zone”(Israel/1003) de Amos Gitai.

            A primeira sequência diz do estilo do diretor: são mais de cinco minutos de um perfil, em close, da atriz Natalie Portman, chorando em gradativo progresso. No resto do quadro, através de uma janela, vê-se pessoas passando, Pessoas identificadas como do oriente médio. A trilha sonora deixa uma canção que se parece com a nossa “A Velha a Fiar” ou “A Velha Debaixo da Cama”. Canta a história de um fazendeiro que vendeu uma ovelha por três moedas. A repetição exprime uma intencional monotonia. Sabe-se depois que Natalie, como Rebecca, é uma ianque recém-separada do companheiro que deseja viajar de Jerusalém para o mais distante possível. Ela está no carro de Hanna (Hanna Laslo), uma israelense que deseja ir à Jordânia cobrar a venda de carros americanos efetuada pelo marido, no momento queimado por um dos muitos atentados que aconteceu na região. De inicio, Hanna não quer levar Rebecca, mas acaba cedendo e as duas mulheres cruzam uma terra que eu, pelo menos, não tenho vontade de conhecer nem como fantasma.

            O filme dá uma panorâmica, do jeito “road movie” pelos chamados lugares santos, deixando a gente a pensar no quanto o cenário que Jesus conheceu não encontra paz em milênios . Há uma entrevista com um agricultor palestino que sintetiza o drama. Ele saiu de sua terra durante a chamada “Guerra dos Seis Dias” e quando estava se estabilizando noutro lugar chegou um americano oferecendo a chance de fazer os EUA, com Green Card de mão beijada e ainda US$200 de ajuda de custo. O homem aceita e viaja. Mas não encontra emprego como diziam. Antes de passar fome volta à origem. Mas não acha mais o seu canto. O tal americano havia ocupado e vendido para outros.

            Gatai é um raro diretor israelense que recebe apoio de produtores cinematográficos da esquerda internacional.  Faz um cinema sem concessões, embora o caráter árduo de seus filmes os enderecem a poucos. É aquele tipo de “cinema de arte” que até os “entendidos” discutem.

            Nada divertido e pouco reflexivo (pois o que mostra já se sabe) é apenas um projeto sério sobre um mundo que morde. Ver é preciso, gostar é que é difícil.



Categoria: Filmes
Escrito por Pedro Veriano às 11h03
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