C.R.A.Z.Y.
Uma família da classe média na Quebec dos anos 60 é focalizada através do relato do quarto filho de um casal, começando quando ele é parido numa véspera de Natal. O relato oral ajuda na comicidade, mas o filme não é uma comédia. O propósito de chamar a prole com as iniciais da música de sua predileção é tarefa eivada em “non sense” por um pai machista. Seriam C de Charlie, R e Raymond, A de Adam, Z e Zachary e Y e Yvan. Só que no inicio do relato Yvan ainda não havia nascido.O pai apostava em 5 homens, descontando dois abortos da mulher. E exige a opção sexual dos garotos. Especialmente de Zac, aparentemente o favorito, mas logo desprezado por sua tendência gay.
Delicado no que se pode fazer do tema o filme de Jean Paul Valée impressiona justamente pelo equilíbrio narrativo. E deve muito à postura do elenco, inclusive no aspecto físico dos atores (boas escolhas para os tipos). Isto e a música, com a “Crazy” pontilhando o universo que espelha um tempo. Tudo aquilo, de certo, que o baiano Edgar Navarro pensou em filmar com o seu melancólico “Eu Me Lembro”.]
Um filme sempre agradável de ver, conseguindo que se passe mais de duas horas em cinema de más poltronas sem reclamos imediatos.
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