Desencanto
Cinderela deixa o principe na mão e arranja namorado em Nova York. Depois de maorder a maçã, Branca de Neve não é despertada pelo beijo do principe: é um advogado novaiorquino quem vai tirar a moça do sono produzido pela bruxa.
Essas e outras licenças aos contos de fadas que meteram na nossa cabeça quando bebês estão em "Encantada", da Disney, filme que a empresa vende como o seu trunfo no jogo de fim de ano.
Não se pode dizer que a brincadeira não seja divertida. É. Mas a conjunção dos contos de Perrault e Grimm com musical da Broadway e atores caricatos pesa na aceitação dos que viveram antes da internet e piratas digitais.
O filme dirigido por Kevin Lima é divertidamente mediocre. Aquela coisa que é ruim mas a gente não cansa de ver. O que mais me chateou foi a mocinha Amy Adams, que muitos coleguinhas aplaudiram mas eu achei uma carnavalesca deslocada de sua escola de samba.
É o filme do Natal da casa do Mickey. O chato é que os ratos do filme são de esgoto, devidamente feios. Mas o melhor é um deles comer uma barata que também é bicho bom na história. A Disney já não faz mais bichinho como antigamente. Nem no traço bidimensional.
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