Melhor do ano

 

 

Filme de guerra só contra guerra. E a dobradinha “A Conquista da Honra” e “Cartas de Iwo Jima” bradam contra. No primeiro, desmonta-se aquela farsa da bandeira norte-americana içada por “gloriosos combatentes” num pico da ilha japonesa. “A bandeira de nossos pais”(flag of our fathers, nome original do filme) desmistifica a bravata que John Wayne cinematizou através de Allan Dwan no modesto épico da Republic “Iwo Jima, O Portal da Glória”(Sands of Iwo Jima).

            Os filmes de Eastwood encabeçaram a minha lista de melhores de 07.

            E o que mais gostei, independente da maestria de realização ? Sei lá, mas “Saneamento Básico” foi gostosamente dentro daquele cinema amador que a gente brincava de fazer nos idos de 50. E “Quando Você Descer do Céu” tocou no Natal dos hipócritas com o contraste de um herói simples.

            Mas eu posso ver muitas vezes é o “Scoop” do velho Woody Allen. A sacada de investigar uma reencarnação de Jack, o Estripador, na Londres de hoje, passando à uma investigação ditada por um espírito, foi cool (ou “legal”). E deixou uma boa piada no fim: a mão do lado direito na Inglaterra “mata” o mágico interpretado por Allen. E no navio da morte ele tenta uma pegadinha a seu gosto.

            Cinema é arte, industria e diversão. Bendito o filme que exibe a tríplice qualidade. Este ano bem poucos. Pra cabeça ficaram “O Cheiro do Ralo”, “Pai e Filho”, e alguns títulos mais.