O Homem de Ferro e a Mãe
Nos cinemas Robert Downey Jr reapresenta a sua versatilidade como O Homem de Ferro. Numa cena, Stan Lee, o criador do herói nas HQs ,olha pra gente. Ri à toa.O filme abre a temporada do comércio especifico.Em seguida vem “Speed Race” e em seguida “Indiana Jones 4”. As salas para os filmes “de arte” ficam ocupadas pelas sobras nacionais. É lei. E como diz o Nazareno Tourinho, “lei é lei está acabado”. Menos o ex-governador Magalhães Barata que dizia, com razões pascalinas, que “lei é potoca”.
Bom cinema em “Despertar de um Crime”. Caiu bem no Dia das Mães. Garota engravida e pensa que não. O parto é na privada de um ginásio. O feto é abraçado e morto. Presa, ela é consultada por uma psicóloga grávida, idosa para isso, com passado de parto mal sucedido e presente de marido infiel. Entre as duas chega a sinceridade de quem sofre. Tudo em convincentes interpretações de Amber (filha de Russ)Tamblyn e Tilda Swinton (Oscar de coadjuvante por “Contato de Risco”).. A direção é de Hilary Brougher, a mim desconhecida. Roteiro também dela. Esse tipo de filmes é cada vez mais raro nas telonas de Belém. Persiste a dieta de megaproduções americanas. E ainda falam mal das produções francesas que se exibe no Olympia. Que vive la France. Pelo menos se “o amor é mudo”(titulo em cartaz) o espectador diante dos péssimos aparelhos das casas locais, é surdo.
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