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Blog do Veriano
 


Viva Chita!

 

 

 

            Esta eu não sabia: a Chita do Tarzan, que na verdade é o macho Jiggs, festejou (ou festejaram por ele) 76 anos. Está vivíssimo, ganhando menção no Guiness Book,por ser um raro macaco a sobreviver no cativeiro tanto tempo. Mais tempo, como se sabe, do que seus “patrões” Johnny Weissmuller(Tarzan) e Maureen O’Sullivan (Jane), há muito pulando em cipós etéreos.

Da patota que alegrava a garotada nos idos de 40/50 só tem o Johnny Sheffield, agora com 77, longe do cinema desde que foi um prodígio de  coerência ao fazer a série “Bomba”.

            Cheeta, ou, para nós. Chita, era a graça dos filmes ingênuos do herói criado por Edgar Rice Burroughs. Não se pode nem dizer que ela “só faltava falar” porque segredava no ouvido do Tarzan.

            Há uma piada gostosa sobre esta “grande atriz”: Tarzan jogava tênis de mesa com Jane e a bola caiu da casa da árvore. Tarzan pediu à macaquinha (então nos seus garbosos 15 anos): “-Chita, vá pegar bola de ping-pong”. Chita demorou e voltou toda arrebentada. Tarzan ralhou: “- Chita, Tarzan disse bola de ping-pong não bola de King Kong”.

           



Escrito por Pedro Veriano às 15h40
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O Homem de Ferro e a Mãe

 

 

            Nos cinemas Robert Downey Jr reapresenta a sua versatilidade como O Homem de Ferro. Numa cena, Stan Lee, o criador do herói nas HQs ,olha pra gente. Ri à toa.O filme abre a temporada do comércio especifico.Em seguida vem “Speed Race” e em seguida “Indiana Jones 4”. As salas para os filmes “de arte” ficam ocupadas pelas sobras nacionais. É lei. E como diz o Nazareno Tourinho, “lei é lei está acabado”. Menos o ex-governador Magalhães Barata que dizia, com razões pascalinas, que “lei é potoca”.

            Bom cinema em “Despertar de um Crime”. Caiu bem no Dia das Mães. Garota engravida e pensa que não. O parto é na privada de um ginásio. O feto é abraçado e morto. Presa, ela é consultada por uma psicóloga grávida, idosa para isso, com passado de parto mal sucedido e presente de marido infiel. Entre as duas chega a sinceridade de quem sofre. Tudo em convincentes interpretações de Amber (filha de Russ)Tamblyn e Tilda Swinton (Oscar de coadjuvante por “Contato de Risco”).. A direção é de Hilary Brougher, a mim desconhecida. Roteiro também dela. Esse tipo de filmes é cada vez mais raro nas telonas de Belém. Persiste a dieta de megaproduções americanas. E ainda falam mal das produções francesas que se exibe no Olympia. Que vive la France. Pelo menos se “o amor é mudo”(titulo em cartaz) o espectador diante dos péssimos aparelhos das casas locais, é surdo.



Categoria: Filmes
Escrito por Pedro Veriano às 16h08
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Alice e o Pesadelo

 

 

            Eu pensei que a Alice não morava mais em sua casa(filme “Alice Não Mora Mais Aqui” de Martin Scorsese). Ou que tivesse embarcado para o País das Maravilhas. Mas no filme “A Casa de Alice”, do paulista Chico Teixeira, ela, na pele da atriz  Carla Ribas, compra passagem para o País das Desventuras, corneada duas vezes, mãe de adolescentes escrotos, filha de uma vovó de almanaque que o marido sacana põe num asilo.

            L avie pás em rose no cinema que se diz realista. Mas será que o cinema deve ser realista ? E a persistência retiniana? E a faculdade de se ver o que uma equipe quer que se veja ?

            A vida no planeta, seja na Lulalandia ,seja na Bushland, seja comerciada a Euros, é dura, todos sabem. Até crianças hoje perguntam se o pai pode um  dia querer jogá-las da janela. Mas não é por isso que se deve filmar só o manancial de ódios. Eu chego a ter saudades daqueles filmes perfeitamente idiotas que mostravam odaliscas em oásis de Los Angeles, ou uma ilha dos mares do sul com Jeff Chandler feito índio, ou aqueles cow-boys imaculados que vira e torce protegiam diligencias de bandidos atuantes sempre no mesmo lugar e hora. O tempo em que o ladrão de Bagdá não usava carro-tanque e que pirata era Errol Flynn  ou, mais pra trás, Douglas Fairbanks.

            OK, o filme de Teixeira é bem feito. E daí ?O que ele me disse para ficar no coração e mente ? Uma associação de idéias leva-me ao “A Cruz dos Anos” de Leo McCarey e a sua cópia “Em Família” de Paulo Porto “via” Vianinha. Lembranças dolorosas dignas de um pesadelo.  



Categoria: Filmes
Escrito por Pedro Veriano às 15h51
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