Angel

 

 

            Em “Angel” o diretor François Ozon mergulha fundo no brega de Douglas Sirk, contando a história de uma garota pobre, mas ambiciosa, que escreve por intuição e consegue dominar o mercado livreiro dos anos 10 na Inglaterra, enriquecendo e perdendo quase tudo quando se apaixona e chega a 1ª.Guerra Mundial.

            O filme experimenta todos os elementos do cinema de lágrimas, tão caro a nós, latinos, noutras épocas. A diferença é que os tipos não são acompanhados com amor pelos espectadores. Antipática, prepotente, a principal personagem, bem moldada pela atriz Romola Garai sofre e morre sem acompanhamento emotivo da platéia. Também seus pares podem ir para os diabos que os carreguem que ninguém se importa. Nesse patamar corre a fatalidade inerente às heroínas de romances que as mulheres disputavam em tempo de seresta.Por causa, o filme pode ser divertido, mas não percebido como o diretor quis que se percebesse: um experimento sobre o       “kitsch” nas cores da fantasia alusiva também às locações.

            Muito curioso.