Filmografia Amadora
Estou escrevendo o que lembro sobre os filmes que fiz. É uma tarefa que começa em 1951 quando ganhei de presente de aniversario, de meu pai, uma câmera 16mm portátil (50 pés marca Bell-Howell). Quando fiz meu primeiro filme pouco sabia de fotografar. Usei o diafragma fechado (f-11) e luz do dia. Deu certo. Só muito tempo depois, conhecendo Fernando Melo, que foi o responsável pela fotografia de muitos filmes de Libero Luxardo, é que aprendi que diabos era ASA, copião, cópia de trabalho, edição de um modo geral. Em película fiz cinema até surgirem as câmeras de vídeo (VHS). Nos noventa passei para o DVD. Normalmente entro numa competição de fim de ano da família de minhas 4 filhas, quase sempre abordando o Natal. Meu titulo de 2008 foi “O Natal do Mendigo”, mais um (foram muitos) usando de ator o Manoel Teodoro, meu cunhado. Ele aplica os seus conhecimentos de teatro(foi diretor do Teatro Waldemar Henrique e aiunda faz palhaço nas festas infantis). A aventura de tanto tempo com o nome de “Eldorado” espraia para gravações em fita magnética de novelas e paródias. Tudo que me veio à cabeça e que soma ao divertido período de exibições de filmes na garagem de casa, na velha avenida S. Jerônimo, chamada de Cine Bandeirante. Penso publicar essas impressões. Pouco de uma bagagem volumosa ainda existe, entre as películas “O Desastre” de 1952 e “Brinquedo Perdido” de 1962. Do vídeo há muito (não tudo), e procuro preservar o máximo. Brincar de cinema sempre norteou minha vida, Gosto de ver a vida que se imita e se projeta.
Escrito por Pedro Veriano às 11h20
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