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Blog do Veriano
 


A Irmã da Noiva

 

 

            “O Casamento de Rachel”(Rachel Getting Married) revela a roteirista Jenny Lumte, filha do cineasta Sidney Lumet (“Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto”). E dá chance à “princesinha” Anne Hathaway, até então só “endiabrada” como secretária de Meryl Street em “O Diabo Veste Prada”.

            Anne é Kim, a irmã da noiva. Quando o filme começa ela está saindo de uma clinica de desintoxicação. O vicio levou-a a jogar um carro n’água e dentro dele o irmão de 7 anos. Ele morreu. O drama pesou e só depois de alguns anos a moça parece recuperada a ponto de ir ao casamento da irmã.

            Mas o filme não é bem “a volta da filha pródiga”, recebida por um pai que se separou da mulher-mãe e hoje quer botar a família nos eixos modulando a mágoa de Rachel, futura esposa de um “jazzman”.

            Quem viu “Cerimônia de Casamento”(A Wedding) de Robert Altman não vai estranhar. As histórias se parecem. Mas no filme de Altman eram muitos tipos em conflitos pessoais e coletivos. Aqui é só a festa das bodas. Ali tudo deve ser alegria segundo o figurino da classe. Mas as gargalhadas não escondem mágoas e ofensas. Muitos discursam na hora do jantar mas poucos dizem o que sentem. Nem Kim, esforçada em falar bem do que deve ser do bem. Mesmo assim, mesmo banhada de hipocrisia, a cerimônia acontece. E a câmera se afasta com Kim, solidária à ela. Seria “A Irmã da Noiva”, um titulo mais coerente.

            Você pode achar que faltou lenha na fogueira, ou melhor, que o fogo poderia queimar além do que se vê. Mas a idéia é fazer um filme domestico, com câmera na mão, “décor” modesto, gente com cara de gente (não de artista de Hollywood). Por aí dá certo. Naturalmente que as coisas da vida sobram pelo ralo da pretensão. Não há profundidade. Tenha-se, para gostar, de uma filmagem caseira em que se conhece o cinegrafista e quem está em foco. A cabeça faz as conclusões.(Pedro Veriano)



Escrito por Pedro Veriano às 15h54
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O Astro do Século

 

 

 

 

            Quando o cinema ainda não tinha aprendido a falar, o “astro” era o embonecado Rudolph (ou Rodolfo) Valentino. Quilos de vaselina nos cabelos, lábios e sobrancelhas pintadas, gesticulando para suprir as falas (que restavam escritas nas intercessões de quadro escuro) o galã fazia as melindrosas da platéia desmaiarem. Contam que em Belém um namorado chegou a dar um tiro na tela (não se de qual cinema) porque a garota dele, sua acompanhante numa sessão de “O Águia”, derramava elogios românticos a Valentino e não deixava nem mesmo que ele, o seu eleito, pusesse um braço sobre seu ombro.

            Depois que chegou o som o público aplaudia quem soubesse gravar juras de amor. Clark Gable, Gary Cooper. Gary Grant, e até “caras de mau” como Humphrey Bogart, sabiam dizer “I love you” e com isso receber respostas das mocinhas abaixo da tela (“We love you too”).

            Hoje um artista suplanta todos esses. Chama-se Computador. Ele faz o charme dos filmes de verão, esses que custam mais de 200 milhões de dólares, ganham mídia na base do “chem” e atraem quem na bilheteria já sabe como o filme começa e termina.

            Quem, afinal, poderia fazer as continuações de “O Exterminador do Futuro”, “Transformers”, “Uma Noite no Museu”, e até mesmo animações como “A Era do Gelo” ?

            O critico que vai ver esses filmes, mesmo não pagando ingresso, deve matutar que está perdendo, em cada um, no mínimo duas horas de sua vida. E para escrever o quê? Dizer que o roteiro é arranjado, que os atores estão péssimos, que os tipos seguem modelos ultrapassados, que a linguagem linear é cafona como se usava nos primórdios da industria do gênero?

            Mr. Computer faz e acontece na tela que hoje volta a exigir óculos bicolores para disseminar a ilusão de 3 dimensões, aumentando os desastres cênicos e a barulhada que deixa um trio elétrico baiano com jeito de segredos sussurrantes de enamorados.

            Para se ter uma idéia do absurdo que é este cinema feito com e para S. Majestade Computador, os roteiristas dos filmes mexem com o tempo através de brechas para o filho do futuro salvaguardar a barriga da mãe que o suportou no passado. É a explicitude da chula mensagem “guarda a puta que o pariu”.

            Peter Bogdanovich (diretor de “A Última Sessão de Cinema”) escreveu que os melhores filmes já foram feitos. A gente não crê nesse tipo de bruxa, mas dizer taxativamente que elas não existem é arriscar queimar a mão no fogo. Pelo menos no plano comercial, onde cinema ombreia com qualquer produto de venda em loja (e não é à toa que cinema, agora, é coisa de shopping ).

            Ah sim: “O Exterminador do Futuro 4” tem o subtítulo de “A Salvação” e Transformer 2” de “A Revolta dos Derrotados”. Entendam: a salvação está em se abster dessa coisa, e só quem é “looser” (perdedor, derrotado) se arrisca a brigar com latas que se transformam. (Pedro Veriano)



Escrito por Pedro Veriano às 14h29
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