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Blog do Veriano
 


Nouvelle Vague, et alors...

 

 

 

            Burt Lancaster como o príncipe Fabrizio Salina no “O Leopardo”(Il Gattopardo) que Luchino Visconti tirou das páginas de Giuseppe Tomasio de Lampedusa, diz, quando sabe da forçosa mudança que advirá, uma frase que sintetiza a febre de inovações: “-É preciso mudar para continuar tudo como está”.

            No final dos anos 50, os críticos da revista “Cahiers du Cinema” arranjaram como passar da teoria à prática e mudar a linha produtiva do cinema francês. Criaram o que eles mesmos chamaram de “nouvelle vague” (nova onda). O capitão desse barco, a surfar na nova marola, foi François Truffaut. Romântico fã de filmes de Hollywood foi mais fiel a Lampedusa & Visconti. Desde “Les 400 Coups”(Os Incompreendidos) fez cinema de linguagem “griffithiana”(a básica, criada por David W. Griffith) mesmo adentrando por temática pouco navegada. Seus colegas Claude Chabrol, Jacques Rivette e Eric Rohmer seguiram praticamente o mesmo caminho. Mas Jean Lu Godard propôs não um surf em onda milimetrica. Foi ao tusiname, ou à nossa pororoca com a sua idéia de recontar o cinema. E o seu estilo foi muito bem definido pelo critico brasileiro Antônio Moniz Vianna, morto este ano: “Você pega duas pessoas conversando, cada uma em uma cabeceira de mesa, foca o meio da mesa e assim ouve as pessoas e não as vê”. Godard seria,desta forma, o precursor dos filmes panorâmicos (ou scope) gravados em “fullscreen”(tela cheia) nos modernos processos de telecinagem (DVD). Acontece exatamente isto na cena de “Gigi” em que Maurice Chevalier canta para a amiga Hermione Gingold “I rember it well”. No enquadramento original ele e ela defrontam-se em limites de mesa, mas nas cópias brasileiras em DVD há não só movimentos de câmera feitos com moviola como a tal mesa vazia com vozes no ar.

            Godard usou o cinema para derramar erudição. Cita dezenas de livros e filmes (de sua preferência), busca frases-feita, trabalha sempre na idéia brechtians de que o espectador deve sempre se conscientizar de que está no cinema, ou em outras palavras: que não se deve envolver pelo que vê, e aborda tema do seu momento e de sua preferência política (cambiável naturalmente pois Godard é inteligente bastante para saber que homens e idéias mudam).

            “Helas Pour Moi”(Infelizmente por mim) poderia ser uma frase do espectador, mas é um anti-romance dirigido por Godard no fim do século passado. Simon e Rachel, as personagens principais, são nada mais que figuras interpretadas por atores que falam como elas e falam delas. Não há limite para se saber quando ou onde estão os intérpretes e as personagens. Mas isto se advinha. Nada é claro. Com frases que evocam até a descoberta da massa escura que existe no universo o filme embaralha seqüências absolutamente avulsas, vendo-se, por exemplo, um casal à beira mar e um barco se aproximando, depois se torna ao casal e o barco ainda se aproxima depois de se ter visto passando, e um outro tipo chega nas primeiras tomadas com o objetivo de encontrar um espaço onde seu bisavô orava e diz que não sabe desse espaço. A idéia é de um desencontro amplo, no texto do roteiro e na forma escolhida. Com isso pode-se chegar à própria  massa escura, uma espécie de mesentério que segura o intestino do universo.

            O cinema que eu gosto é precisamente o diferente. Lembro da critica que Woody Allen recebe da cara-metade em “Sonho de um Sedutor”(Play ir again, Sam): “Espectador da vida”. Correto, o cinema torna a gente espectadora da vida. Vê um sujeito cair na lama e ri (pimenta no cu dos outros é refresco), como em dezenas comédias do Gordo e o Magro. Mas nessa qualidade se fortalece o espírito. E se um dia dá vontade de decifrar charada, tudo bem que se tente achar um liame em Godard. Isto porque ele não faz surrealismo. Buñuel riu quando alguém achou um “enredo” em”Un Chien Andalouz”. O cinema de Godard, justificando a “nouvelle vague”, é a quebra de tudo. Refilma-se se rearticula a linguagem, mas não se diz a troco de quê. E a moral da história é que esse raciocínio implica numa ida ao cinema consciente de que se foi ao cinema e se volta para casa como se foi. As emoções são dispensadas como armas dos velhos cineastas, da “vielle vague” ou da calmaria.

Eu passo. (Pedro Veriano)



Escrito por Pedro Veriano às 09h39
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Jackson no Cinema

Não se comentou, quando dos funerais de Michael Jackson, mas o cantor fez cinema e foi candidato ao prêmio de coadjuvante num festival de filmes de ficção-cientifica(?) por seu papel de espantalho em "The Wiz"(aqui "O Mágico Inesquecivel", versão de "O Mágico de Oz" em musical dirigido por Sidney Lumet.

MJ contracenava com Diana Dors e um grande elenco. Dançava e cantava com a desenvoltura que sempre ostentou. E ainda era negro. Os canais deTV e as distribuidoras de DVD perderam a chance de faturar audiência com a reprise do filme agora.

E o mais curioso: o filme era bom.(PV)



Escrito por Pedro Veriano às 15h38
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Profundidade de Campo

 

 

            Quando Orson Welles dirigiu “Cidadão Kane” uma das coisas que impressionou foi como ele conseguiu, ao lado de Gregg Tolland, o diretor de fotografia, fazer profundidade de campo com luz artificial. Na época (1941) isto era muito difícil. O normal era obter profundidade, ou seja, o objeto que está distante da objetiva surgir nítido como o que está na frente, com fotografia de exterior (luz solar, diafragma ff-11 ou ff-16). Usando spots há o cuidado de se jogar a luz (muita luz) nas posições que evidenciem o fundo do quadro de forma a se conseguir imagem nítida do primeiríssimo ao mais distante plano.

            Welles e Tolland conseguiram e até usaram teto baixo do cenário (décor) na seqüência em que se vê a redação do jornal “Inquire” de propriedade de Charles Foster Kane. Mas o mesmo efeito, e ainda com mais desenvoltura, Harry Stranding obteve no filme dirigido por Andrew Levin “O Retrato de Dorian Gray”(The Picture of Dorian Gray/EUA/1945).

            Há um plano amplo em que se vê uma figura em PM (Plano Médio) e, metros atrás, ampliando-se naturalmente o campo, outra figura. As duas importam na trama, Além disso, a fotografia usou de uma luminosidade intensa nos interiores, detalhando objetos dos palacetes focalizados. Tudo com razão de ser. Com isso, o filme conseguiu entusiasmar, indo além das interpretações e do servilismo ao texto literário original com a síntese da vida devassa do personagem principal sem qualquer amostra do que se (apenas)ouve dizer. Por sinal que as falas saíram direto do livro de Oscar Wilde, de onde nasceram.

            Hoje esta única obra de vulto de Levin, o pupilo de Irving Thalberg, estava esquecida. Surgiu o DVD. Vale a descoberta. Um bom filme sobre um tema fascinante que pinta de horror os desvios de conduta na era vitoriana, ou a indireta exposição da mágoa que o escritor sentia ao ser rotulado de devasso e preso por homossexualismo.

            “O Retrato de Dorian Gray” é um dos bons lançamentos deste ano nas locadoras de vídeo (e nas lojas das cidades que vendem títulos rotulados de clássicos). Gostei mais da revisão do que da prima visão há muitos anos numa tela da cidade. (Pedro Veriano)



Escrito por Pedro Veriano às 15h31
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O Que Falta em DVD

 

 

 

 

            Um leitor do blog descobriu que eu gosto de listas. De fato, lista de filmes é uma forma de aceitação ou negação no plano histórico. Mas a de melhores e piores é o comum. Falta a dos títulos que marcaram a memória (minha e de muitos) que ainda não foram editados em DVD no Brasil.

            Procurei mencionar alguns filmes que eu gostaria de rever em boa qualidade de imagem e som (baixar na Internet ou procurar nas águas da pirataria é missão instaifatória).

            Aí vai, sem ordem hierárquica ou qualquer outro tipo de ordem(exceto da lembrança no momento):

Cabaret (Bob Fosse)- Isadora (Karel Reizs), “O Jardim dos Finzi-Contini”(Vittorio De Sica),”Adversidade”(Mervyn Le Roy), “Recordações”(Martin Gabel), “Jamais Te Esquecerei”(Roy Baker), “Madame Waleskae”(Clarence Brown), “Este Mundo É Um Hospício”(Frank Capra),”No Limiar da Realidade”(Renato Castellani), “O Cangaceiro”(Lima Barreto), “A Perola”(Emilio Fernandez), “Entrevista com a Morte/Macário”(Roberto Gavaldón), “Uma Sombra que Passa”(Mitchell Leisen), “Até a Vista Papai”(Camillo Mastrocinque), “A Cruz dos Anos”(Leo McCarey), “O Fim do Rio”(Derek Twist), “Neste Mundo e no Outro”(Michael Powell & Emeric Pressburger), “Um Rapaz do Outro Mundo”(Bruce Humberstone), “O Homem de 8 Vidas”(Norman Z. McLeod), “Seu Único Pecado”(Louis King), “O Semeador de Felicidade”(Gordon Douglas),”O Monstro Magnético”(Curt Siodmak), “O Incrível Homem que Encolheu”(Jack Arnold),”A Ultima Felicidade”(Arne Mattson), “O Vento Será Tua Herança”(Stanley Kramer), “Não Serás um Estranho”(Stanley Kramer), “Os Visitantes da Noite”(Marcel Carné)....

            Claro que tem muito mais. Os títulos mencionados foram marcantes na minha infância e juventude. Gostaria muito de revê-los. (Pedro Veriano)

 



Escrito por Pedro Veriano às 15h51
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A Doce Vida de 4 Amigos

 

 

 

 

            Fellini (1920-1991) costumava desmentir que fazia auto-retratos. Os seus “Os Boas Vidas”(I Vitelloni) e “Amarcord” seriam obras de ficção. Mas Fellini nasceu e se criou em Rimini, cidade do sul da Itália onde se passam as tramas dos dois filmes. Antes de viajar para Roma, onde se empregou como jornalista, era um dos rapazes “vadios”, ou “bezerrões”(vitellonis) que faziam a noite em bares e ruas desertas, e durante o dia experimentavam o bilhar e iam ver o mar do trapiche, pensando no que fazer de imediato ou de mediato.

            “I Vitelloni” é um filme tão sincero, tão emotivo, que dificilmente se pensa que saiu de heróis imaginários e situações da mesma laia. Quando eu o vi pela primeira vez, exibido por um dia no Cine Palácio (com o gerente pedindo desculpas pelo lançamento “tapa buraco”, ou seja, entre blockbusters), deixei-me levar pela leveza de tratamento que a música de Nino Rota encaixava no coração. Não esqueci e nas tantas vezes que vi o filme depois acho que conheço pessoalmente Moraldo, Fausto, Alberto, Ricardo e Leopoldo.  O filme é tão pessoal, tão “gente como a gente” que o cineasta botou os nomes das personagens os mesmos dos intérpretes: Alberto (Alberto Sordi), Leopoldo (Leopoldo Trieste), Ricardo (Ricardo Fellini) As exceções seriam Moraldo de Franco Interlenghi  e Fausto de Franco Fabrizzi, justamente os pólos do grupo, o sério e emotivo, o galhofeiro de  “mau caráter” .

            A comédia italiana está presente como no melhor de Dino Risi. Irresistível, por exemplo, quando Alberto viajando de carro atrás de Sandrina (Leonora Ruffo), desaparecida depois de brigar com o marido Fausto, passa por operários numa estrada e faz para eles um gesto obsceno gritando: “Trabalhadores tomem!”. Logo em seguida o carro enguiça e Alberto foge com os operários atrás, dizendo que “é até socialista”.

            Mas o que marca o tema de “Os Boas Vidas” é o momento em que Moraldo (Franco Interlenghi, o único vivo hoje da turma) está na rua deserta no fim da madrugada e vê um garoto passar. Ele fala ao garoto: “- Você não acha que é muito tarde para uma criança andar na rua?” O menino responde: “-Eu acordei agora e estou indo trabalhar”.

            Moraldo é o amigo que vai embora. Na última seqüência o trem em que ele parte parece correr por dentro dos quartos dos outros companheiros, todos dormindo. É uma engenhosa edição em que um  travelling mostra os aposentos com som da locomotiva.

            “Os Boas Vidas” também reflete o tempo da ação. Nesse ponto difere de “Amarcord”, que focaliza o período fascista. No inicio vê-se o concurso de Miss Seria 1953, ocasião em que Sandrina (Leonora Ruffo), a eleita, revela a sua gravidez. O tempo, portanto, é do pós-guerra, contrariando realmente a história de Fellini que viajou para a capital italiana quando ainda Mussolini era governo (tal como se vê em “Armarcord”). Mas a idéia do moço idealista que deixa a sua terra para fazer carreira na cidade grande é a mesma. Moraldo seria Fellini. Tanto que ele desejava filmar uma seqüência chamada “Moraldo in Cittá”. Não deu. E foi bom assim. Ficou um filme alegre e triste como Chaplin fazia. Dessas coisas que deixava na gente a vontade de ir mais e mais ao cinema.(Pedro Veriano)

Obs-“Os Boas Vidas” fará a Sessão Cult do Cine Libero Luxardo no dia 11 de julho. Às 16,30.



Escrito por Pedro Veriano às 07h35
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Saindo de uma Fria

 ..

 

            Os americano elegeram “A Era do Gelo 3” o filme preferido do feriado da independência.  A animação dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha deu porrada nos robôs de “Transformer 2” e ainda chutou para escanteio “Inimigos Públicos”, o já candidato ao Oscar de 2010 (pelo menos Johnny Depp  está no páreo segundo os produtores do filme dirigido por Michael Mann).

            Eu não vejo filme dublado, mas fui ver o desenho de Saldanha até por não ter opção na ida aos cinemas. Dei uma de César (parafraseando o romano): fui, vi e ganhei. Descontando a técnica, que a cada dia se aprimora e agora roça a 3D (que por aqui não chega), a animação do Blue Sky, departamento do gênero mantido pela 20th Century Fox, tem um ritmo alucinante que não esmorece, tem excelentes piadas e se arvora a conteúdo. Em primeiro lugar passa pra gente que a bicharada do mundo gelado que forçosamente migra para um cenário tropical, não desgruda uma da outra. Os mamutes estão para ser pais e ganham do tigre dente de sabre, da jaguatirica faladeira, dos roedores guris e até do glutão Scrat, aquele bichinho que persegue uma noz o tempo todo, o carinho de recepcionistas.Essa turma ganha novas personagens com ovos de dinossauros que Sid, a jaguatirica (dizem que é preguiça, mas eu não acho um bicho parecido), acolhe como bibelôs e acaba servindo de “mãe” aos bebês precocemente carnívoros (notem: são filhos de tiranossauro rex, aquele tipo carnivoro). Chega até a sensibilizar a mãe dino, uma tonelada de animal que acaba salvando a turma  de situações quentes (não se diz frias porque o pessoal quer mesmo voltar para o “habitat” gelado).

            Scrat encontra Scréte, uma companheira que também gosta de noz. Mas como deixar o amor passar por cima da fome? De inicio o idílio faz com que o bicho ceda parte de sua presa vegetal para a namorada. Mas depois de juntos, a profia pela noz prossegue. Uma visão muito “humana” do casamento.

            O filme também segue a lição de Dorothy, a menina de “O Mágico de Oz”: “não há melhor lugar do que a casa da gente”. E a meta é voltar ao gelo, com os mamutes já carregando o filhote. Tem até uma amostra da velhice do tigre, perdendo corrida para um bambi gaiato. Coisas de bípedes pensantes que o roteiro joga na fauna antediluviana sempre perseguindo o humor.

            Os dubladores esforçaram-se, o som do cinema esteve de concordância com a minha precária audição. Tudo azul (ou “blue sky”) a ver a sala lotada festejando com sorrisos dos espectadores.Dá para concordar que desta vez a seqüência de uma franquia foi melhor do que a matriz. (Pedro Veriano)

           



Escrito por Pedro Veriano às 09h53
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