Arquivos
 31/10/2010 a 06/11/2010
 03/10/2010 a 09/10/2010
 26/09/2010 a 02/10/2010
 15/08/2010 a 21/08/2010
 27/06/2010 a 03/07/2010
 06/06/2010 a 12/06/2010
 09/05/2010 a 15/05/2010
 18/04/2010 a 24/04/2010
 21/03/2010 a 27/03/2010
 07/03/2010 a 13/03/2010
 07/02/2010 a 13/02/2010
 03/01/2010 a 09/01/2010
 29/11/2009 a 05/12/2009
 15/11/2009 a 21/11/2009
 08/11/2009 a 14/11/2009
 18/10/2009 a 24/10/2009
 20/09/2009 a 26/09/2009
 13/09/2009 a 19/09/2009
 16/08/2009 a 22/08/2009
 02/08/2009 a 08/08/2009
 26/07/2009 a 01/08/2009
 19/07/2009 a 25/07/2009
 12/07/2009 a 18/07/2009
 05/07/2009 a 11/07/2009
 28/06/2009 a 04/07/2009
 21/06/2009 a 27/06/2009
 07/06/2009 a 13/06/2009
 24/05/2009 a 30/05/2009
 10/05/2009 a 16/05/2009
 26/04/2009 a 02/05/2009
 29/03/2009 a 04/04/2009
 08/03/2009 a 14/03/2009
 22/02/2009 a 28/02/2009
 01/02/2009 a 07/02/2009
 25/01/2009 a 31/01/2009
 04/01/2009 a 10/01/2009
 21/12/2008 a 27/12/2008
 23/11/2008 a 29/11/2008
 16/11/2008 a 22/11/2008
 02/11/2008 a 08/11/2008
 19/10/2008 a 25/10/2008
 05/10/2008 a 11/10/2008
 21/09/2008 a 27/09/2008
 14/09/2008 a 20/09/2008
 31/08/2008 a 06/09/2008
 10/08/2008 a 16/08/2008
 27/07/2008 a 02/08/2008
 20/07/2008 a 26/07/2008
 13/07/2008 a 19/07/2008
 06/07/2008 a 12/07/2008
 29/06/2008 a 05/07/2008
 22/06/2008 a 28/06/2008
 25/05/2008 a 31/05/2008
 18/05/2008 a 24/05/2008
 04/05/2008 a 10/05/2008
 20/04/2008 a 26/04/2008
 16/03/2008 a 22/03/2008
 02/03/2008 a 08/03/2008
 24/02/2008 a 01/03/2008
 03/02/2008 a 09/02/2008
 06/01/2008 a 12/01/2008
 23/12/2007 a 29/12/2007
 09/12/2007 a 15/12/2007
 25/11/2007 a 01/12/2007
 11/11/2007 a 17/11/2007
 04/11/2007 a 10/11/2007
 09/09/2007 a 15/09/2007
 05/08/2007 a 11/08/2007
 29/07/2007 a 04/08/2007
 08/07/2007 a 14/07/2007
 20/05/2007 a 26/05/2007
 22/04/2007 a 28/04/2007
 01/04/2007 a 07/04/2007
 25/03/2007 a 31/03/2007
 18/03/2007 a 24/03/2007
 11/03/2007 a 17/03/2007
 04/03/2007 a 10/03/2007
 25/02/2007 a 03/03/2007
 11/02/2007 a 17/02/2007
 04/02/2007 a 10/02/2007
 21/01/2007 a 27/01/2007
 14/01/2007 a 20/01/2007
 31/12/2006 a 06/01/2007
 17/12/2006 a 23/12/2006
 10/12/2006 a 16/12/2006
 03/12/2006 a 09/12/2006
 26/11/2006 a 02/12/2006
 19/11/2006 a 25/11/2006
 12/11/2006 a 18/11/2006
 05/11/2006 a 11/11/2006
 29/10/2006 a 04/11/2006
 22/10/2006 a 28/10/2006
 15/10/2006 a 21/10/2006

Categorias
Todas as mensagens
 Filmes
 Crônicas
 CineNoticias

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Blog do Veriano
 


Durango Kid Rides Again

 

 

 

            Nos 50 eram populares os filmes C com Charles Starret vivendo o mocinho mascarado Durango Kid. Não era uma mascara como a do Fantasma ou do Homem Aranha. E em se tratando de western nem mesmo a do Lone Ranger que entre nós ganha o nome de Zorro, xará do herói latino que no cinema foi Douglas Fairbanks, Tyrone Power e agora Antonio Banderas.

            Os faroestes do Durango Kid faziam as matinais e vesperais dos finados cinemas Iracema e Poeira, espaços grandes da Belém menos populosa e muito menos violenta. Eram tão vistos que um opositor do amigo político Raimundo Noleto, o Noletinho com seus poucos mais de meio metro de altura, chamou-o uma vez desse nome e o destinatário não entendeu (não via os filmes) e pensou que se chamasse Durange. Eu corrigi na resposta.

            Mas não escrevo para dizer que os filmes do DK, todos da Columbia Pictures, saiaram agora em DVD ou coisa que valha. Escrevo pensando que assim como agora o povo ordeiro vive atrás de grades e os bandidos ao ar livre, o mesmo povo anda de máscara na cara, tal qual o Durango, com medo da gripe.

            Viramos heróis de faroeste presos. Outra novidade dos tempos modernos a rivalizar com os telefonemas visuais onde se fala com parentes e amigos lá da caixa prego vendo-os (e eles nos vendo). Quero dizer: imitamos Flash Gordon também.

            (Pedro Veriano)



Escrito por Pedro Veriano às 10h23
[] [envie esta mensagem
]





Estréia Quente Sobre o Gelo

 

 

 

            “Rio Gelado”(Frozen River) trata de duas mulheres, uma branca, uma índia, ambas fadadas a atravessar um rio congelado na fronteira dos EUA com o Canadá, para ganhar a vida contrabandeando imigrantes. Cantar que “esse rio é minha rua” cabe, dessa forma, mais que a melodia sugere. É a vida da esposa abandonada pelo marido e da índia mohwan obrigada a entregar o único filho, bebê, para a sogra criar já que não tem condições financeiras para tanto. Viver do crime seria a única forma dessas pessoas suportarem a barra do cotidiano. A mulher branca, Ray (Melissa Leo, excelente), precisa de uma renda que permita até mesmo dar comida aos dois filhos, um de 13 outro de 5 anos. O que ela ganha numa loja não dá além do cardápio de pipoca e da fração mínima de combustível para o carro(e ela precisa dele). A índia Lilá (Lilá Littlewolf), que se transforma em melhor amiga, contata com os veículos da imigração ilegal. Não ganha de outra fonte. E se há sonho para as duas, uma casa é para a primeira, e viver ao lado do filho para a segunda.

            A história que virou roteiro da diretora Courtney Hunt, chega ao Natal e mostra uma nova abordagem da festa cristã. Há uma árvore em casa de Ray, mas não há muito enfeite nem a presença paterna e materna na noite de 24 de dezembro. O pai sumiu, a mãe está presa pelo que faz para ganhar um mínimo de liberdade. É assim, cheio de contrastes, de divergências do modelo edificado ano a fio por Hollywood, que o filme caminha em dinâmica narração. Nada de clichês, nem mesmo a imagem do Natal de “jingle bells” acalentado no cinema tradicional.

            Eu gosto de cinema desse jeito: objetivo (diz o que quer dizer e faz-se entender o tempo todo), bem trabalhado (não falta nada, da fotografia aos atores), dosando os sentimentos sem apagá-los. É o avesso da explosão erudita de alguns cineastas que reforçam a idéia de que “filme de arte” é aquilo que só os críticos entendem.

            Courtney Hunt estreou em 2008 com este rio (filmado em 2007) muitas vezes premiado. Só agora ela está saindo para um novo projeto. Sempre escrevendo o que vai filmar. É aquilo que se chama “cinema de autor”, coisa que a industria detesta embora use o nome do diretor de porta-estandarte para os seus espetáculos vistosos, mas vazios.

            Sim: o rio por onde as mulheres transitam para levar a sua muamba humana é o que o inverno canadense propicia (dá até -16 graus). Ver esse trajeto como uma metáfora da vida das personagens não é forçar a barra. Mas nem o grande plano do chão de gelo vale como tradução de sentimentos como a cara de Melisa Leo em close enxugando lágrimas. Ela perdeu o Oscar para Kate Winslet. Gosto muito de Kate, mas, sei lá, talvez votasse em Melisa se fosse do júri. Aqui, na aferição de fim de ano da ACCPA, ela vai brigar com aquela soprano que fez Alexandra, a personagem do filme que leva esse nome dirigido por Aleksander Sokurov. (Pedro Veriano)

             



Escrito por Pedro Veriano às 14h24
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]