Pelo Nome
Quem vê filme pelo nome ri antes de ver “Se Beber Não Case”. Melhor seria, segundo o argumento, “Aperte a calcinha, o noivo sumiu”. Mas deixem pra lá. Há títulos brasileiros hilários embora se diga que em Portugal se chama pior alguns filmes norte-americanos. Exemplos: “Os Reis do Ie Ie Ie” para “A Hard’s Day Night”(podia ser na gíria da época “Dia e Noite de Lascar”) passou em Portugal como “Os 4 Cabeleiras di Após-Calipso”, brincadeira com os Beattles ligando a turma de Liverpool com os personagens do último livro da Bíblia. Pior, talvez, “M, O Vampiro de Dusseldorf” virar simplesmente “Matou!”. Há uma piada que diz ter o “Psicose” de Hitchcock virado em Lisboa como “O Filho que Era Mãe”. Não foi assim (lá foi “Psico”), mas aqui no Brasil também se finais com “O Diabo Disse Não” para “Heaven Can Wait”(tinha outro “O Céu Pode Esperar” daí a mudança). E que dizer de “O Marido é o Culpado” para “Sabotage” o filme inglês de Hitchcock ? A “Malta Selvagem” virar “Meu Ódio Será Tua Herança” é o raio-x da imbecilidade.Também “Leap of Faith”(Um Salto de Fé) chamar-se “Fé Demais Não Cheira Bem” ou “O Tiro Que Não Saiu Pela Culatra” para “Parenthood”(Aparentados). Mas os tradutores acham que possuem razões que a razão desconhece. Qualquer dia batizam qualquer coisa de “A Volta dos que Não Foram”. No caso de “Passageiros”, o filme de fantasmas que por aqui só saiu em vídeo, até que vale: os tipos não viveram seus papeis: morreram antes.(Pedro Veriano)
Escrito por Pedro Veriano às 16h08
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