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Blog do Veriano
 


Todos Bem

 

 

                        Giuseppe Tornatore, cineasta italiano, é tido pelos críticos como o “signori” cebola, ou seja, um provocador de lágrimas. Seu “Cinema Paradiso” fez chorar frade de pedra. Mas o posterior “Estamos Todos Bem”(Stato Tutti Bene) fez chorar ainda mais. Marcello Mastroianni era o pai viúvo que percorria cidades italianas atrás dos filhos que não iam a seu encontro. Cada visita era uma frustração. O velho acabava aprendendo que a família do passado tinha passado. Este quadro de tristeza foi refilmado pelos americanos com o nome de “Everybody’s Fine”(Estão Todos Bem) lançado no Natal em cinemas dos EUA e no sudeste brasileiro logo no inicio deste ano (por aqui nada, somos sempre os esquecidos).Com direção do inglês Kirk Jones (de “Os Fora da Lei”) bota Robert De Niro como o pai angustiado que procura saber se a filharada está realmente bem – e só um filho dá problema e sai dos planos.

            Quem não segura lagrimas numa sala de cinema vai ter de levar a toalha. Na TV(DVD), os olhos molhados passam como problema da luz do aparelho. A verdade é que a coisa comove. E De Niro com seus quase 70 anos está bem melhor do que os tipos durões que encarna comumente.

            Mas se “Estamos Todos Bem” ainda está mal na distribuição paraense, continuando inédito, “Alice”de Claude Chabrol, filme de 1971 que não vimos até agora, chega em disco para as locadoras especializadas. Sylvia Kristal, a Emanuelle, não perde a chance de mostrar-se pelada, mas desta vez ela não é o “corpo” da trama. Dedicando no trabalho ao colega Fritz Lang, Chabrol homenageia Lewis Carol chamando a sua heroína de Alice Carol e levando-a a um “país de maravilhas” que na verdade são aterradoras (e as encontradas pela Alice do clássico literário não deixam, também, de ser). Uma esposa confessa não aturar mais o marido e sai de casa dirigindo o seu carro. Depois de muita estrada chega a chuva e uma pedrada no pára-brisa. Vê-se numa casa soturna, recebida por um velho gentil (Charles Vanel) e logo ciente de que aquilo é uma prisão. Não pode fugir, nem pode perguntar por onde anda. Quem aparece reforça um enigma. E mesmo quando pega uma brecha e acelera na estrada, o caminho da volta é fatal.

            O filme tem clima. Assusta. É o Chabrol que realmente se acerca do Lang de “O Segredo da Porta Fechada”. Mas hoje em dia a gente pensa, primeiro, no M. Night Shyamalan de “O Sexto Sentido”.

            Cinema em DVD é a saída numa programação que privilegia blockbusters. Nas prateleiras oficiais, nos “downloads” diversos, a mina é farta. Só assim a gente se atualiza em cinema.



Escrito por Pedro Veriano às 15h35
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Cinema & Emoções

 

 

 

 

            Há quem pense que em cinema não se deva chorar. Rir pode, chorar não. Chaplin discordava. Suas comédias tinham rabos de tristeza que intercalavam lágrimas com gargalhadas. O que dizer de “Luzes da Cidade” quando depois de se passar hora e meia rindo de Carlitos para,no final, vê-lo ser reconhecido pela ex-ceguinha e, num close que se compara com a Gioconda de Da Vinci, rir e chorar ao mesmo tempo?

            Certo: é mais difícil fazer chorar. Stan Laurell(O Magro) e Oliver Hardy(O Gordo) provocavam risos quando um deles caia desastrosamente ou o outro, o provocador dos desastres, fazia uma cara de bobo, soltando o que a gente costumou chamar de “riso amarelo”.

            “O Oitavo Dia”(L’Huitième Jour) é um filme que faz chorar. O cineasta belga Jacó Van Dormael é mestre nisso como provou antes em “O Homem de Duas Vidas”(Totó, le Hero). Focando a amizade de um mongolóide com um executivo cheio de problemas familiares ele suga as lágrimas da platéia com muitos closes do ator Pascal Duquenne, reconhecido em Cannes (ganho a Palma de Ouro junto com o seu comparsa Daniel Auteill), especialmente quando ele lembra a mãe, já falecida, e se ouve o cantor mexicano Luis Mariano cantando “Mama, la plus belle du monde...”   

            Uma ala da critica detesta o filme. Em Cannes pragujeou quando do prêmio aos atores, afirmando que Pascal era mesmo um excepecional e no filme fazia o seu próprio papel. O diretor respondeu que os críticos tentassem tirar dele a mesma coisa. Não era fácil. Talvez mais difícil do que exigir de um ator comum. Não importa. Em “O Homem de Duas Vidas” o final, com as cinzas do herói caindo de um avião e ouvindo-se a sua voz festejando o vôo é um momento sublime, uma das coisas que fazem a gente gostar tanto de cinema.

            Naturalmente há quem trate dramas de forma tão “seca” que as lágrimas são engolidas pela razão. Em “O Amor”(Szerzelem/Hungria,1971) de Károly Makk, lançado agora em DVD no Brasil, assiste-se ao fim de uma quase centenária, o desvelo de sua nora e a espera que esta guarda do marido, um militante político, preso há alguns anos. O filme simplesmente constata a morte da macróbia e a chegada do preso. Nada de acréscimos além do que se vê da rotina da jovem que trata da sogra com carinho e têm esperanças de abraçar o seu amado. Mas se o filme é seco nem por isso foge do coração de quem vê. Deixa um convite à análise da situação. Outra coisa. O que não acontece com melodramas assumidos, inclusive um do próprio Chaplin: “Casamento ou Luxo”(Woman  of Paris). Nesses casos, há um enredo destinado a sensibilizar quem o assiste. O cinema mudo vivia dessas reações emocionais: ou se mijava de rir com os Keystones Cops e os tantos cômicos (que o amigo Syn de Conde chamava de “palhaços”) ou se chorava de homens e mulheres desgraçados como pode se constatar agora, em DVD, no raro filme de John Ford “4 Filhos”(4 Sons).

            Se alguém no cinema risse de uma comédia que eu fizesse eu ficaria muito feliz. E iria às nuvens se também chorasse. Por isso é que Carlitos virou o símbolo dessa arte. Cutucar a alma com imagens projetadas é um  tipo de mágica que os mágicos em sua maioria desconhecem sem o uso da hipnose, ou seja, sem a pessoa em sua perfeita consciência. (PV).



Escrito por Pedro Veriano às 10h28
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